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 Assunto do Tópico: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 11:05 
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Da arquibancada do Morumbi para a Arquibancada Tricolor
O Arquibancada Tricolor lança mais uma coluna para vocês com uma visão diferente sobre o São Paulo FC.

Dario Campos é jornalista de formação (ex-repórter e redator da rádio Jovem Pan), publicitário por opção e empresário por puro acaso, sócio da agência SuperCool Mkt., em São Paulo. Foi colunista do site Tricolormania e seus textos sempre tiveram uma grande repercussão nos canais tricolores da Web.

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"Vou ser sincero, não sou muito ligado em Seleção. Meu ganha pão se chama São Paulo, minha Copa do Mundo é a Libertadores e meu coração tem três cores: vermelho, preto e branco"
Rogério Ceni (2010) - goleiro, capitão, ídolo, mito e herói!


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 11:10 
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O TRIUNFO DA VONTADE

A nação tricolor está em conflito.
Por falta de maior inspiração, permito-me iniciar essa coluna com a frase acima, de apelo fácil, dramaticidade exagerada e gosto duvidoso.
Mas tanto nas arquibancadas, como nas cativas, tanto nos fóruns como nas comunidades virtuais, multiplicam-se as discussões (que frequentemente descambam em conflitos) entre torcedores, que, de forma simplista, podemos dividir em três grandes correntes:

- os fanáticos fundamentalistas, defensores ferrenhos da “honra” do São Paulo, que vêem em qualquer crítica ou atitude de ceticismo uma traição às tradições e aos símbolos do clube (embora em muitos casos, mas muitos mesmo, desconheçam qualquer fato que remonte a mais de 10 anos)
- os moderados (sempre há moderados), logicamente mais frios e analíticos
- e os críticos mais ácidos, sempre preocupados com o destino do clube e prontos a massacrar quem (dentro ou fora de campo, comprovadamente ou não) represente uma ameaça ao desempenho no presente e a todo o futuro da instituição – os tais “cornetas” – grupo no qual, por temperamento, me incluo.

Independentemente do “estilo”, entretanto, devemos considerar: embora não exista unanimidade no futebol – aliás, em quase nada – quando as discordâncias e trocas de ofensas entre pessoas que têm a mesma paixão se tornam freqüentes, e, quando, mesmo depois de ganhar três títulos nacionais consecutivos (e entregar o quarto), o time não convence uma enorme parte de sua torcida, certamente o problema não é com o perfil de quem torce, e sim, com o de quem dirige, treina e joga.

Todos temos nossas convicções, opiniões pessoais e pretensões sobre a melhor escalação, a estrutura tática mais adequada, sobre a qualidade técnica deste ou daquele jogador. Mas, desde o final do Campeonato Brasileiro e ao longo deste ano, independentemente de subjetividades, o que vem chamando a atenção é a falta de alma, de espírito competitivo, de hombridade do São Paulo dirigido por Ricardo Gomes. Algo que se fizera notar claramente na Libertadores 2009, com Muricy, que perdurou no início do Brasileiro 2009, teve uma considerável melhora após a saída do “Homem-Trabalho”, mas voltou a nos acometer ao final do Brasileiro. Quando tudo estava em nossas mãos, faltou pegada, faltou foco, sobraram desculpas, sobrou pusilanimidade (em português mais popular, sobrou atleta tirando o seu glorioso traseiro da reta).

Fui a todos os jogos no Morumbi no ano passado e este ano, fui a Barueri, e não vi uma só partida em que houvesse atitude deter-minada, convicção e, sobretudo, concentração efetiva, permanente. O grupo está disperso, alguns jogadores simplesmente parecem entrar em um universo paralelo quando estão em campo, como se nada tivessem a ver com tudo que ocorre à sua volta.

O time de 2004 me animava muito pelo espírito de luta. Cuca, com todas as suas limitações, criou um espírito guerreiro. Lembro-me de pelos menos 5 jogos em que terminamos com jogadores a menos (contra o CAP no Morumbi, eram 2 a menos) e vencemos. O time se descontrolava, era nervoso, mas brigava.

Aí veio Leão, e acertou o time, deu confiança a quem não tinha, chutou uns traseiros de jogadores que estavam acomodados (Souza e Júnior têm hematomas até hoje) e, com o comando de Ceni e Lugano, com a força de trabalho de Josué e Mineiro, criou-se uma lenda, o São Paulo “cascudo”, o time que jogando com um a menos contra o Palmeiras na Libertadores, fez o Morumbi levantar em peso para levá-lo à vitória. Ouvi muita gente dizer na época: “finalmente a torcida do São Paulo aprendeu a torcer”. E respondi: “não, imbecis, finalmente, há um time de homens lá no gramado, sujando o uniforme, ralando o rabo no chão, indo atrás do resultado como quem vai atrás de um copo d’água depois de 15 dias no deserto”.

Não se iludam, torcida não empurra time que não luta.
A do Liverpool cantava “You’ll Never Walk Alone” quando o time tomava de 3 do Milan porque via o time se arrebentando pra reagir. E quando o Milan acomodou no resultado, fez-se a química, e os ingleses empataram, quase virara, e venceram nos pênaltis. Curiosamente, foi naquele mesmo dia, algumas horas após, que, ao nosso jeito, cantamos “You’ll Never Walk Alone” quando Josué foi expulso contra o Palmeiras e ajudamos o time a trucidar o rival.
Só ajudamos com tanta força, com tantas vozes chegando à rouquidão porque víamos a garra da liderança de Rogério, a expressão e os carrinhos de Lugano, a correria de Cicinho, o desdobrar de Mineiro, e sabíamos que eles honravam a camisa que vestiam. Jogávamos pelo empate e tínhamos um a menos. O que fizemos? Fomos pra cima, pra dentro, acuamos um assustado Palmeiras. Assustado com a gana do adversário e com o peso de sua torcida, inspirada pelo espírito guerreiro do time.

O time atual não “cheira” a título, não leva jeito nenhum de time vencedor porque não briga pelos seus objetivos. Aliás, parece nem ter metas. Alguns atletas julgam que sua missão está cumprida com um ou dois títulos brasileiros, a despeito de terem fracassado vexatoriamente em Libertadores seguidas. Outros, vieram de fora “aposentados”, vagam em campo, figuras cadavéricas, que, como parasitas que são, movimentam-se lentamente, mas expõem o time à decomposição, sem que nada lhes seja exigido, com rigor, com pulso. Juvêncio, que ao menos nessas horas sabia impor sua autoridade, parece preocupado demais com o patético projeto do Morumbi para a Copa 2014, tantas vezes esculhambado pela FIFA.

Ricardo Gomes não demonstra personalidade para fazer a conduta mudar, como não demonstra um indício que seja de ter um “11” na cabeça ou uma estrutura tática convicta. Mudam as escalações, as formações, continua o desleixo, a desconcentração, a vagabundagem. E isso é, sim, culpa do técnico.

A fragilidade de alguns adversários faz com que o time pontue mesmo sem jogar nada. Aí, vem um adversário sutilmente melhor, um Santos (que tem uma defesa grotesca, mas um moleque mais agilzinho) ou... um Once Caldas, e apanhamos. Por superioridade do adversário? Não, simplesmente porque o adversário quer mais, tem mais volúpia e enfrenta um time em que ninguém se mexe, não há ultrapassagens, não há deslocamentos, não há jogadas ensaiadas, não há surpresas.

Não há fanatismo no mundo que faça uma torcida empurrar o time, quando os jogadores não demonstram qualquer ímpeto e quando não há comprometimento – e olhe que a torcida do São Paulo está até paciente. Vimos o Flamengo, com seus “chinelos”, afundando em 2005, tomando de 6 do São Paulo no Rio e, com ameaça de queda e tudo, não havia mais de 7.000 torcedores no estádio.
Vimos o Corinthians prestes a ser rebaixado, no Pacaembu chuvoso, contra o Vasco – uma verdadeira final para os gambás escaparem da Segundona e o “bando de loucos” ficou mudo, depois xingou o time e esvaziou o estádio após o gol do Vasco. O time, além de ruim, não vibrava, não suava.

A força que vem da arquibancada é espontânea no início, mas só se mantém ou aumenta como reflexo da disposição que se vê em campo. Quando caímos em 1984 no Brasileiro para o Grêmio, no Pacaembu, a torcida inteira cantou o hino do clube, muitos choravam de emoção. Sabia-se que aquele time podia trazer muita alegria. E trouxe.

Quando perdemos do Inter em 2006, cantamos o hino, batemos no peito, respeitávamos aquele grupo, eram campeões derrotados depois de uma grande campanha (que acabaria em titulo se o técnico não fosse Muricy, mas aí é opinião minha). Havia tristeza, mas havia orgulho. Como não reconhecer que aquele grupo de 2006 lutou com brio, com garra? Quem não se lembra do Beira-Rio em silêncio nos últimos minutos, do medo da virada no rosto de cada colorado? Mesmo desfalcado de seus dois pilares do meio-campo (palmas a Tinga que, a mando de Abel, quebrou Mineiro aqui), mesmo saindo atrás, aquele time deu um sufoco danado no forte (e esperto, malicioso) Internacional.

Vi muito time do São Paulo perder e ser aplaudido, e outros tantos vencerem e saírem vaiados. A torcida – que existe em razão do TIME, da INSTITUIÇÃO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE, e que nada deve a ninguém que vista essa camisa sem honrá-la – identifica o espírito de quem está em campo e decide se vira o polegar para cima ou para baixo. E a atitude de boa parte desse grupo – indolente e absolutamente descomprometida – leva boa parte de nós a optar pelo gesto que leve nossos dirigentes a entregar certos atletas aos leões.
Para muitos, como eu, bastaria entregar ao Leão... ou a outro que, mesmo não tendo o nome, soubesse rugir.

Não apenas o futebol, o esporte em geral, mas a história mostra que não há glória sem esforço, não há vitória sem dor, não há triunfo sem vontade. Como aqui falamos tão somente de futebol, não vamos exigir que atletas que, em sua maioria, importam-se no máximo com o iPOD e o Playstation 3 (que aliás, dá pau) se enfiem nos livros para saber dos exemplos históricos. Que alguém lhes mostre apenas quem eram e como jogavam Roberto Dias, Forlan, Terto, Paraná, Dario Pereyra, Chicão, Pintado, Raí, Josué, Mineiro, Lugano. Jogadores de níveis técnicos variados, alguns até risíveis nesse aspecto. Mas com uma alma capaz de empurrar um time para a vitória com muito mais força do que a habilidade pura e simples – aquela do Cirque Du Soleil.
Rogério Ceni está lá e é um excelente exemplo de tudo o que há de melhor em atitude, em respeito, em vontade de vencer. Mas talvez por ser goleiro, os caras não o vejam, estão de costas pra ele na maior parte do tempo.

VERGONHA NA CARA, RAPAZES.

SEJAM HOMENS E FAÇAM POR MERECER A CAMISA QUE VESTEM. ELA REPRESENTA ALGO QUE TEM UMA DIMENSÃO INIMAGINÁVEL PARA A ESMAGADORA MAIORIA DE VOCÊS.

PARA TER UMA RAZOÁVEL IDEIA DESSA DIMENSÃO, ASSISTAM AOS VÍDEOS QUE MOSTRAM COMO FOI A VOLTA DO SÃO PAULO AO BRASIL EM 2005, APÓS A CONQUISTA DO TRIMUNDIAL. TALVEZ VCS SE INTERESSEM EM SE ESFORÇAR UM BOCADINHO MAIS, PARA TER A SENSAÇÃO DOS JOGADORES QUE ESTAVAM SOBRE AQUELE CA¬MINHÃO QUE PAROU A MAIOR CIDADE DA AMÉRICA DO SUL.



NOTA DO COLUNISTA: “Triunfo da Vontade” é o nome do filme no qual a cineasta Leni Riefenstahl retratou o 4º Congresso do Partido Nacional Socialista Alemão (aos desavisados, o partido nazista) ocorrido em setembro de 1934. É um filme de propaganda política – e até hoje a construção de mitos eleitorais – inclusive Collor, Lula (sim, ele) e Barack Obama – se faz com base no modelo aperfeiçoado por Joseph Goebels, do qual o filme é a síntese – uma combinação de gestos calculados, oratória eloqüente com viés demagógico, monólogos viscerais alternados com momentos de exortação às massas, apoiado por uma sequência de cenas monu¬mentais, que transmitam a ideia de que a multidão que ali se aglomera representa, na verdade, a vontade de toda uma nação. Em tempo, os regimes comunistas, nos quais sequer houve processo de eleição, mas havia o culto à personalidade, copiaram o quanto puderam a megalomania midiática de Goebels – de Stalin a Fidel Castro, com direito a paradas militares com formações simétricas cansativamente coreografadas e gigantescos painéis exaltando os “salvadores da pátria”.

Reconhecido como uma obra inovadora da produção cinematográfica, com tomadas de câmera e ângulos nunca vistos anteriormente – o filme tem em seu título o apelo mais genial. Pois ao longo da história alemã, a vontade, o esforço, o trabalho sempre foi um valor de referência, um ponto de honra.
Vencer pela vontade, pela disciplina e por honra às tradições era o espírito das tribos bárbaras – dos godos que, comandados por Alarico, minaram as legiões até invadir Roma. Era o espírito explorado por Bismarck ao promover a unificação e levar a Alemanha à vitória contra os franceses na Guerra Franco-Prussiana.
Foi, bem ou mal, o canal através do qual Hitler atraiu milhões de desesperados para fora da inércia da República de Weimar, chamando as massas a uma reação contra as imposições do Tratado de Versailles, que afundaram o país no pesadelo econômico e no caos político que culminaram na ascenção do nazismo. Sua paranóia antissemita era quase “cultural” na Áustria dos Habsburgos, onde nasceu, mas por serem os judeus uma presença marcante à frente dos bancos, Hitler ainda explorou a situação para usá-los como bodes expiatórios, algo fácil ao atacar a elite econômica de um país que chegava a ter 22.000% ao mês de inflação. Na verdade, os próprios judeus eram retratados como a clara oposição às virtudes morais do alemão: lucravam com os juros de empréstimos, eram, no quadro manipulatório criado pelos nazistas, “agiotas impiedosos”, parasitando o sangue e o suor do trabalhador alemão.

Deixados de lado (como se fosse possível esquecer) as atrocidades, a corrupção, as absurdas infâmias daquele capítulo da história humana, o filme tinha, enfim, forte apelo ao sentimento alemão por valorizar a força da persistência em restaurar as glórias germânicas.

“O Triunfo da Vontade” é, sim, um filme sobre a ascenção do nazismo e um dentre tantos instrumentos de manipulação das massas – o que se lamenta sempre, especialmente neste caso, pelas terríveis conseqüências que teve. A cruel ironia, entretanto, é que seu sucesso reside no fato de ser, também, um documento sobre o valor que um povo atribui a uma verdadeira virtude moral: o gosto pelo trabalho, pela disciplina e pela dedicação ao próprio país. Não é à toa que, duas décadas após a derrota na I Guerra, a Alemanha já assombrava o mundo com seu poderio. Não é à toa que, pouco menos de uma década depois do debacle na II Guerra, o país demonstrava caminhar para restaurar o status de potência, o que se confirmaria nos anos 60 – assim permanecendo até hoje.

Schopenhauer baseou toda a sua filosofia no princípio da vontade. Nietzche “matou” Deus – metáfora de todas as abstrações – em prol do pragmatismo do trabalho, sobretudo do trabalho braçal, do lavoro suado, do produzir. E Marx, embora sabidamente burguês e vivendo da riqueza de sua mulher, apoiou toda a concepção do Comunismo Científico no princípio de que a evolução da sociedade leva ao poder, necessariamente, quem tem a força do trabalho. Eram todos alemães e tinham histórias de vida, linhas de pensamento e atuação muito diferentes. Mas todos valorizavam o que o seu país sempre valorizou.

Voltando ao futebol, a própria Seleção Alemã encarna o espírito da determinação que supera limites. Venceram em 1954, 1974 e 1990. Nas três ocasiões, seus oponentes eram superiores – nas duas primeiras, francamente favoritos.

Não tenho simpatia pela ideologia estapafúrdia do Nazismo – nem tampouco pelos sofismas vazios e pela completa ausência de fundamentação das teorias marxistas. Ambas mataram milhões de pessoas – judeus nos dois casos, compatriotas em quantidade muito maior nos gulags de Stalin – ambas levaram seus países à ruína.

O tema aqui é Vontade, e a determinação germânica sempre chamou minha atenção, tanto no que tange à sua tradição guerreira como no que se refere a todas as contribuições que a Alemanha trouxe à literatura, à física, à música, à filosofia, à tecnologia.

A Vontade é a força motriz dessa nação. E admiro isso.



Dario Campos
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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 11:34 
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Maior Ídolo: Rogério Ceni
O texto é longo, mas eu recomendo que todos tirem uns 20 minutos para lê-lo com calma e opiniar conscientemente!

é uma alegria muito grande ver o nosso amigo Dario contribuindo para o fórum!

O texto está no nosso blog: http://arquibancadatricolor.com.br/blog/?p=38

Parabéns Dario, assino embaixo das suas palavras!

Obs: Vamos por em prática o uso das regras de etiques do Citar/Quote! Evitem citar o texto todo, ok?

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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 11:42 
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Data de registro: 30 Jun 2008 14:32
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Maior Ídolo: Raí
ótimo...
falo tudo e mais um pouco...


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 13:39 
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Data de registro: 17 Jan 2009 14:49
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O Régis chamou a atenção para a centralização excessiva que há no departamento de futebol do SPFC. O atual diretor de futebol (que me parece ser o Jesus Lopes... ou seria o Leco? tanto faz) é figura mais simbólica do que efetiva, já que JJ é quem dá as cartas. Nem mesmo sem o tempo de antes (já que está mergulhado no projeto do Morumbi-2014), o dirigente parece disposto a abrir mão do controle sobre o futebol. Não vou com o Ricardo Gomes desde que anunciaram a sua vinda para cá, mas acho que o problema mesmo é a falta de um diretor de futebol realmente presente e atuante no setor (coisa que Juvenal já foi e, hoje, não é mais, pelo motivo supracitado).

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Vanderson M. da Silva


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 13:47 
Muito bom! parabens


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 14:37 
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Maior Ídolo: Raí
Ótimo texto!!!

Independente da fraqueza do RG para comandar os jogadores, acredito que a aparente apatia nos últimos jogos é pura falta de vontade de alguns "atletas".
Nem dá pra entender o real motivo, pois muitos desses jogadores ainda necessita de títulos para se consagrar na carreira.

E pra acabar com essa moleza de alguns jogadores tá na hora do treinador, junto com a comissão técnica e diretoria cobrar mais empenho e determinação dos "atletas".
Salário em dia, mordomias do CCT, incluindo a melhor estrutura do Brasil e visibilidade na mídia, além do apoio da torcida (por enquanto) são fatores motivacionais pra qualquer elenco. Só falta o futebol em campo.

Poderia inclusive afirmar que não ligo para uma eventual eliminação na Libertadores, contudo espero (e quero) que lutem até o fim e honrem a camisa que vestem.

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Régis

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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 15:34 
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Data de registro: 12 Abr 2009 19:37
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Maior Ídolo: Rogério Ceni
Airwolf escreveu:
O Régis chamou a atenção para a centralização excessiva que há no departamento de futebol do SPFC. O atual diretor de futebol (que me parece ser o Jesus Lopes... ou seria o Leco? tanto faz) é figura mais simbólica do que efetiva, já que JJ é quem dá as cartas. Nem mesmo sem o tempo de antes (já que está mergulhado no projeto do Morumbi-2014), o dirigente parece disposto a abrir mão do controle sobre o futebol. Não vou com o Ricardo Gomes desde que anunciaram a sua vinda para cá, mas acho que o problema mesmo é a falta de um diretor de futebol realmente presente e atuante no setor (coisa que Juvenal já foi e, hoje, não é mais, pelo motivo supracitado).


Concordo plenamente. Assim como Marcelo Portugal Gouveia (que Deus o tenha) era pouco mais que um fantoche de JJ, à época Diretor de Futebol, agora Jesus Lopes pouco pode fazer, embora o repute um bom dirigente. Leco é brincadeira. Não passa de um porta-voz do Juvenal, mas de uma arrogância e de uma vocação para falar idiotices que até assustam.

Menciono no texto essa "ausência" do JJ, que está preocupadíssimo com a Copa (e tendo um revés atrás do outro). Não gosto do sujeito – pois lembro bem da catástrofe que ele causou em sua gestão 1988-1990 – mas parece que ao menos ele aprendeu a interferir nos momentos certos, para "motivar" o grupo. Isso quando não está envolvido nesse arremedo de projeto que, em 4 tentativas, só nos fez passar vergonha em Zurich.

O perfil do RG, entretanto, agrava o problema, pois é a típica "vaquinha de presépio", diz amém a tudo, em vez de assumir as rédeas e pressionar os jogadores. Não o fez até agora e não fará, porque já perdeu a chance de se fazer respeitar. Claramente, há insatisfações com sua falta de definição sobre a formação tática e a escalação dos titulares. E quando há manifestações abertas a esse respeito (até JW, que é normalmente quieto), a moral do técnico já foi pro vinagre. Pior do que haver jogadores que não vão com a cara do comandante (como sempre acontece com Leão e Luxemburgo), é ter um técnico que os jogadores acham que podem levar no "banho maria".

Ricardo Gomes é um Caio Júnior. Os "malacos", os Léo Lima, Cleber Santana, Marcelinho Paraíba da vida, parecem ver, estampado na cara, dele, uma palavra: otário. E realmente o levam como querem.


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 16:30 
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Bela coluna, Dario! Obrigado por escrever para nós!

O meu grande temor é que o SP fique sem a Copa no Morumbi e que o time, do jeito que está jogando, seja visto com argumentos como "Ah, o que podemos cobrar desse time que ganhou tudo nos últimos anos?", se esquecendo completamente dos fiascos.

O medo com relação à Copa, é pelo motivo que comentei em outro tópico: Imaginem quanto dinheiro o SP perderá se outro estádio for construído em SP? Shows, clássicos, camarotes, patrocínios, eventos e todas as fontes de renda que o Morumbi gera hoje sozinho (por não haver outro estádio grande), seria direcionado para outro local e o SP perderia muito.
Uma derrota com relação à sede do Mundial de 2014, pode significar uma perda sem parâmetros para o clube...

Por isso, até entendo que o JJ se dedique ao assunto (apesar que poderia ter um projeto melhor, né?), mas é urgentemente necessário ter um Diretor de Futebol atuante e que tenha pulso pra cuidar do futebol. O JJ não dará conta de ver estes dois temas ao mesmo tempo e perderá autoridade com os jogadores, como comentei (vide comentário público do Miranda em entrevista).

Assim, até os "incentivos" dados por JJ, vão perdendo valor... nego vai fazer corpo mole pra ganhar uma grana a mais quando bem entender e a figura do presidente, que era vista como "o cara que todos obedecem", vira piada.

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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 19:45 
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Copa Sulamericana

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É.............

Dario,

Digo-lhe francamente: Se não fosse por alguns efeitos colaterais deveras amargos, eu acho um dos melhores remédios que poderíamos tomar e arrisco até dizer, estamos a necessitar, chama-se Émerson Leão.

Abraços. Gostei muito da coluna. Congratulações!


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 21:16 
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Excelente coluna!
Mas , não e´só a falta de um diretor de futebol mais atuante e articulado e nem falta de vontade alguns jogadores já sem tesão por títulos que estão fazendo o time jogar um futebol decepcionante.

Comissão técnica que eu acho fraco e diretoria( JJ), tem grande culpa no cartório ,como erro de planejamento e contratações erradas que já vem de outros tempos.

Eu vejo como prejudicial o absolutismo de JJ a frente do clube, assim como dar carta branca a Milton Cruz na questão de reforços, acho que é necessário renovar.
Um dos problemas do clube é a arrogância irritante de setores da diretoria que fingem não ver os problemas internos do time ou se enxergam se omitem na maioria das vezes.

Mas , só sairemos desse marasmo, se houver grandes mudanças tanto na comissão técnica como no grupo de jogadores e diretoria.

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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 15 Mar 2010 21:50 
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DARKNIGHT1972 escreveu:
Excelente coluna!
Mas , não e´só a falta de um diretor de futebol mais atuante e articulado e nem falta de vontade alguns jogadores já sem tesão por títulos que estão fazendo o time jogar um futebol decepcionante.

Comissão técnica que eu acho fraco e diretoria( JJ), tem grande culpa no cartório ,como erro de planejamento e contratações erradas que já vem de outros tempos.

Eu vejo como prejudicial o absolutismo de JJ a frente do clube, assim como dar carta branca a Milton Cruz na questão de reforços, acho que é necessário renovar.
Um dos problemas do clube é a arrogância irritante de setores da diretoria que fingem não ver os problemas internos do time ou se enxergam se omitem na maioria das vezes.

Mas , só sairemos desse marasmo, se houver grandes mudanças tanto na comissão técnica como no grupo de jogadores e diretoria.


"Excelente coluna" também é um pouco de exagero. Tá bom, te pago um lanche.

Na verdade, a coluna corrobora o que vc diz, Dark: o Ricardo Gomes é o maior culpado, pela falta de pulso, e a diretoria está omissa, sem dúvida. Nos trechos abaixo, evidencio esse mesmo ponto de vista:

"Independentemente do “estilo”, entretanto, devemos considerar: embora não exista unanimidade no futebol – aliás, em quase nada –quando as discordâncias e trocas de ofensas entre pessoas que têm a mesma paixão se tornam freqüentes, e, quando, mesmo depois de ganhar três títulos nacionais consecutivos (e entregar o quarto), o time não convence uma enorme parte de sua torcida, certamente o problema não é com o perfil de quem torce, e sim, com o de quem dirige, treina e joga."

"Juvêncio, que ao menos nessas horas sabia impor sua autoridade, parece preocupado demais com o patético projeto do Morumbi para a Copa 2016, tantas vezes esculhambado pela FIFA.
Ricardo Gomes não demonstra personalidade para fazer a conduta mudar, como não demonstra um indício que seja de ter um “11” na cabeça ou uma estrutura tática convicta. Mudam as escalações, as formações, continua o desleixo, a desconcentração, a vagabundagem. E isso é, sim, culpa do técnico."


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 19 Mar 2010 14:35 
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E ai Dario, qual é a coluna dessa semana? :D

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Rogério Ceni (2010) - goleiro, capitão, ídolo, mito e herói!


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 Assunto do Tópico: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 28 Mar 2010 21:53 
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Crônica de (mais) uma Morte Anunciada

A bola, dentro do gol, movimenta-se para cima e para trás, e, deslocada pela cabeça de Alex Silva, na entrada da pequena área, voa em diagonal para o pé esquerdo de Iarley, fora da grande área. Ele então corre de costas e toca a bola para o seu pé direito, enquanto Jean passa voando, em um salto circense.
Assim é o quarto gol do Corinthians, visto de trás para frente, em mais uma das incontáveis derrotas do São Paulo em clássicos (e/ou partidas decisivas), ao longo dos últimos meses. Descrever o lance ao contrário é uma forma de dizer: “EU JÁ SABIA”.

Bastam poucos minutos de serenidade e aplicação a um adversário razoavelmente forte, para que o São Paulo seja desmontado, para que o fracasso se imponha ao “macunaímico” grupo tricolor – o time sem caráter e sem moral, debilmente conduzido pelo simplório Ricardo Gomes, homem de fino trato, devemos reconhecer, mas um dundee em meio a plebeus, um “pobre homem rico” engolido pelos lobos que não consegue domar.
Engraçado que, diante de um gol como esse, há raiva, tristeza, mas não propriamente decepção. Pois decepção denota surpresa, e, cá pra nós, ninguém deve ter se surpreendido em tomar esse gol. Ao menos, não se surpreendeu em perder mais essa partida.

É a crônica de uma morte anunciada.
Escrevi há alguns dias em post no Arquibancada Tricolor: “… se a Galinhada estiver a fim, vai ser de muito. Porque, quando precisa, o time da macumbaria (como diria a imbecil da mulher do Kaká – aquele bosta evangélico, 'acionista' da Renascer) quando preciso, tem macho – e sobretudo TÉCNICO – pra fazer o time jogar. Se quiserem, dão um cacete de categoria no domingo. E, se for para acontecer com o RG o que aconteceu com o passarela, quando metemos 5 cocos neles, em 2005, estou bem disposto a tomar uma naba.
O problema é que, para ele cair, temos que tomar mais uma goleada de 7, no melhor estilo Nelsinho Batista, e infelizmente, as Galinhas vão ter de fazer uns 3 e descansar pra Libertadores.


Pois é, eles fizeram 3 e foram descansar pra Libertadores.

A morte estava anunciada, como a de Santiago, no livro de Garcia Márquez. E, assim como na obra do mestre colombiano, todos à volta do morto sabiam, todos conheciam ou haviam testemunhado fatos que levavam a crer que o assassinato aconteceria, menos a vitima. No livro, a culpa é de Ângela Vicário, cujo caráter fraco e egoísmo permite que um inocente pague por sua omissão. No São Paulo, a fraqueza de caráter é, também, a origem da destruição. Ricardo Gomes é Ângela Vicário.

De novo fraco, de novo sem inspiração, de novo sem qualidade, de novo sem jogadas trabalhadas, e, como sempre, sem vontade, sem pegada, o São Paulo foi – SIM, FOI – presa fácil para o seu rival. Que os ingênuos (e os imbecis) não venham a defender a pretensa reação que levou ao empate, porque não houve luta, garra ou superação. Houve um adversário arrogante (ou preocupado com algo mais importante), que ainda teve tempo de vencer, mesmo depois de jogar a vitória no lixo.

O Corinthians, de tão seguro, afrouxou, deixou o São Paulo jogar (da forma óbvia de sempre) e Mano Menezes, que poderia ter obtido uma goleada, resolveu poupar Elias, seu melhor atleta – aliás um dos melhores jogadores de meio-campo do país, um novo Mineiro, que nos escapou e acabou na Zona Leste. Só porque o Corinthians não quis, não vimos um massacre, como já acontecera nos 3 a 1 do Campeonato Brasileiro.

Estava anunciada a morte no Brasileiro, quando o time foi incapaz de derrotar o triste Botafogo no Engenhão. Via-se um Flamengo afobado, mas empolgado, vibrante, consistente, enquanto o São Paulo demonstrava uma atitude absolutamente desinteressada e um técnico morno. Deus nos deu o titulo – quando, no mesmo domingo, houve o empate do Flamengo com o Goiás. Mas recusamos. Perdemos para o Goiás com uma facilidade constrangedora, com as laterais expostas desde o primeiro minuto, e RG incapaz de proteger o sistema defensivo e criar situações de contrta-ataque.

Estavam anunciadas as derrotas em clássicos – esta contra o Corinthians de Mano Menezes (que no mínimo, chega à semifinal da Libertadores – mas infelizmente acho que irá levantar o caneco) é apenas mais uma.

Nossa queda na Libertadores será mais uma morte anunciada. Já nesta fase ou, na melhor das hipóteses, nas quartas-de-final – se a sorte nos sorrir nos cruzamentos das oitavas.

Esperanças? Não com esse comando. Não com esse técnico. Não com Léo Lima. Não com Washington. Não com Hernanes como meia. Não com Jean na lateral. Não sem jogadas ensaiadas e deslocamentos constantes. E, principalmente, não com uma diretoria dispersa, pensando exclusivamente em como encher os bolsos, por ocasião da maldita Copa 2014.

Para reforçar, lembrem-se das imagens aéreas na TV:
1- São Paulo com a bola: jogadores fixos, esperando o passe praticamente sem sair de uma única posição, de costas para os marcadores. Quando a bola passa o meio-campo, três, quatro, cinco jogadores do Corinthians vão se aproximando, acuando os jogadores do São Paulo, que tocam para o lado ou para trás. Em todo o jogo, apenas a jogada de Dagoberto (individual, não coletiva) no gol de Jean, foi vertical, teve profundidade.
2- Corinthians com a bola: jogadores de meio e ataque se deslocam em diagonal, os volantes se alternam nas laterias e de repente correm para o meio para fazer 1-2 e concluir jogadas. Há ultrapassagens, tabelas, e espaço, muito espaço para a evolução e o chute de meia distância – o gol de Elias e o de Alex Silva (contra) evidenciam uma marcação distante, que deixa o adversário pensar e criar.

Mano Menezes é um técnico preparando um time para ganhar o torneio continental, usando os jogos importantes pra apurar o time. Há alternativas, há referências (o Gordo, Danilo, Elias), há jogadas nas laterais e pelo meio, há chutes de meia distância (dois gols e uma bola na trave assim). Fomos um treino de luxo.

Ricardo Gomes não tem um 11. Não tem padrão. Não ensaia jogadas. Não tem esquema de proteção à zaga (hoje, de novo, muito exposta – e só não foi pior graças a Rodrigo Souto).
Santiago morreu, porque não sabia que sua vida estava em perigo, ignorava ser alvo de uma vingança, ensejada por uma mulher que foi capaz de sacrificar um inocente, em benefício de um homem que lhe interessava.

O São Paulo morreu porque ignora a forma como jogam os adversários. O mundo – até Garcia Márquez – sabe que Elias vem de trás e Ronaldo faz pivô para o volante/ponta-de-lança concluir ou penetrar. Nossa defesa, a despeito de ser vazada a todo momento por Elias, ainda não sabe. Como Ângela Vicário, Ricardo Gomes nos condena por sua falta de personalidade, por não ter a coragem de fazer o que deve ser feito: afastar quem deve ser afastado; denunciar à diretoria quem deve ser denunciado – por vagabundagem e falta de profissionalismo.

E nossos diretores, como Pedro e Pablo (os irmãos assassinos de Ângela) nos matam, ao priorizar o que não deve ser priorizado, ao agir cegamente para satisfazer à própria obsessão, sem se preocupar com o mal que farão ao time e à nação tricolor.

Não podemos é fazer o que fazem os conterrâneos de Santiago que, diante de todas as evidências de que o mal está para ser perpetrado, preferem acomodar-se na incredulidade, no achar que as promessas de morte dos irmãos Vicário são bobagens, ameaças vazias.

O torcedor são paulino que se fizer de cego, surdo e mudo, que se esconder na “fidelidade anticornetagem”, ou se acomodar com glórias passadas (que não pertencem nem a esse técnico, nem a esse grupo), será cúmplice dessa morte anunciada.


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 28 Mar 2010 22:14 
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Poucas vezes eu lí um texto que descrevesse exatamente o que eu sinto e vejo no São Paulo atual, e esse texto disse tudo que eu queria dizer... Parabéns Dario !!!!!!!

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Anderson
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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 28 Mar 2010 22:41 
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Possessed escreveu:
Poucas vezes eu lí um texto que descrevesse exatamente o que eu sinto e vejo no São Paulo atual, e esse texto disse tudo que eu queria dizer... Parabéns Dario !!!!!!!


Acabo de ler um post seu com uma série de questionamentos e pensei em escrever o mesmo. Também são coisas que vão na minha cabeça. São formas diferentes de manifestar a indignação e a desesperança que esse grupo e seu técnico nos provocam, mas é só uma questão de ter senso crítico e de saber discernir entre a paixão e alienação. Sempre repito: amo o time, a instituição, seus símbolos, sua história. Não devo respeito a quem não demonstra qualquer consideração – sequer profissionalismo – em relação à camisa que 4 gerações de minha família usaram, usam e continuarão usando.

Sou implacável, como vc, com gente sem caráter que desgraçadamente veste o uniforme do São Paulo ou finge treiná-lo. Ataco sempre. Com fundamento, com a análise do que acontece em campo, sem poupar ninguém, execeção feita a quem já tenha demonstrado postura e seriedade com nossa camisa.

Rogério falhou hoje? Sim.

Falhou na final com o Inter na Libertadores06? Sim. Vou atacá-lo? Jamais.

O mesmo vale para Lugano. Valeu para Chicão. Valeu para Pintado. Para Raí.

Valeu para Cuca, a quem sou agradecido por ter acabado com o espírito amarelão e que até hoje se emociona ao falar da torcida do São Paulo naquela Libertadores 2004.

Valeu para Leão, que consolidou aquele time e o transformou no esquadrão brigador e vencedor de 2005.

Não suporto a idéia de ficar outra década inteira sem grandes títulos, por culpa da arrogância, do comodismo e da babaquice de dirigentes e dos "verdadeiros torcedores" do São Paulo. Eles me irritam muito mais do que dirigente ou torcedor rival.


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 28 Mar 2010 22:57 
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Pois é, o que agente quer é o grande SP novamente, a derrota faz parte, me lembro tanto em 90, quanto 94 (duas grandes derrotas tricolores), eu encarei com naturalidade, entendí que vitórias e derrotas acontecem mas o espírito de luta era de ser aplaudido independente do resultado, as vezes a derrota por mais doída que seja vem acompanhada de orgulho de ver que se tentou fazer o melhor possível, não é o que acontece nos últimos anos, e nos últimos meses é mais evidente ainda, o time perde sem brilho, sem alma, sem vontade e isso é a cara do técnico, olhem pro RG, ele é isso, e a arrogância da diretoria não permite que o técnico caia, pois seria reconhecer um erro, coisa que a atual diretoria não admite jamais.

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Anderson
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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 29 Mar 2010 00:45 
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Copa Sulamericana

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O diálogo entre vocês (Dario e possessed) está tão bom e soando como música (das boas), que não ouso entrar. Fica só, então, congratulações ao Dario, pela crônica.


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 29 Mar 2010 02:25 
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Campeonato Paulista

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Realmente Dario, quem viu as geraçoes de Forlan, Chicao, Pedro Rocha, Getulio, Mirandinha, Bezerra, Dario Pereira, Zé Sérgio, e por que não de Terto (q mesmo limitado dava raça e engatava a 5a marcha qdo só haviam carros com 4a marcha !!!), Serginho e todos dessas geraçoes q honravam a camisa tricolor, com ou sem tecnica, mas com HONRA - e depois das geraçoes das 2 conquistas seguidas do mundial q tambem a honraram de outra maneira - DÁ RAIVA VER ESSES MERCENÁRIOS GANHAREM FORTUNAS, e "cagar e andar" pra história tricolor.
Dá raiva ver Juvenal Juvencio contratar um técnico inexpressivo com passado q já o definia como perdedor, mas "boa praça" (para tentar algo novo), verificar desde o Brasileiro passado q este não tem condição nenhuma de dirigir o Sao Paulo, e continuar insistindo - eu acredito q o JJ vai demití-lo depois de 4a feira para não dar o gostinho pro Andres dizer q ele derrubou o RG.

Também quero expressar q sou contra dar "BICHO" por vitória !! Os caras recebem fortunas pra ganhar, não para empatar ou perder !
Deveria estar no contrato q o SPFC não paga bicho jamais, e somente dá "bônus" com vitória de títulos.
Contratos onde jogador q fica na reserva terá seu salário diminuido.

Estamos cansados de mercenários acomodados - O SPFC paga bem, oferece as melhores condiçoes de trabalho do Brasil, então o mínimo de exigência contratual deve ser produção com qualidade no trabalho.


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 Assunto do Tópico: Re: Coluna Arquibancada Tricolor - Dario Campos
MensagemEnviado: 29 Mar 2010 03:03 
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Dario1930 escreveu:
Não suporto a idéia de ficar outra década inteira sem grandes títulos, por culpa da arrogância, do comodismo e da babaquice de dirigentes e dos "verdadeiros torcedores" do São Paulo. Eles me irritam muito mais do que dirigente ou torcedor rival.

Concordo 100%. Está igualzinho 1995-2003. A diferença é que estamos em ano de Libertadores em 2009 e 2010, isso engana todo mundo, porque na realidade tem sido até pior. Eu cresci justo nessa época, me enche de tristeza lembrar, pensei que depois do subestimado Cuca, do bom Emerson Leão e do grande Paulo Autuori eu nunca mais veria um time do São Paulo PIPOCAR, independente de ser contra o Corintxá ou contra o Mirassol, está sendo de enfiar a cabeça na areia a vergonha que é ver um jogo dessa cambada. A torcida se cegou inteiramente pela Libertadores, mas estar nela e não lutar não representa nada, pelo contrário, só destrói nosso maior orgulho e honra. Nota 0 pro SPFC 2010 e boa parte da sua torcida sem criticismo que vira a cara a finge que não vê.

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Ricardo Gomes, nunca foi nada em 15 anos como treinador, por que seria em 1 ano de SPFC?


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